O PMDB lançou a candidatura do deputado Michel Temer (SP) à Presidência da Câmara. A candidatura foi aprovada por aclamação durante reunião da bancada do partido na Câmara, da qual participaram senadores e os ministros peemedebistas José Gomes Temporão (Saúde) e Reinhold Stephanes (Agricultura).
Temer também recebeu o apoio do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT). Ele lembrou que o acordo que possibilitou a unidade do PMDB, resultou em sua própria eleição, no ano passado. Conforme o acordo, o sucessor de Chinaglia seria do PMDB.
– A unidade do partido foi construída em torno de um projeto, cujo objetivo central era recuperar a autoridade da Câmara – disse o presidente.
A reunião da bancada do PMDB contou com a presença de 91 dos 96 deputados federais. O bom desempenho da legenda nas eleições municipais, com a conquista de mais de 18 milhões de votos e 1.200 prefeituras já no primeiro turno, animou os parlamentares. Muitos já adiantaram que o partido está construindo uma unidade importante para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.
As eleições para a Presidência da Câmara e os demais cargos da Mesa Diretora ocorrerão em fevereiro do ano que vem. O mandato é de dois anos.
Crítica
A deputada Rita Camata (ES) foi a única que demonstrou insatisfação. Ela saiu no meio do encontro, depois de criticar convocação da reunião por meio de abaixo-assinado. Ela lembrou que os abaixo-assinados também vêm sendo utilizados pela bancada, nos últimos anos, para eleger líderes.
– É uma prática constrangedora. Eu acho que todos têm uma história e uma contribuição ao partido. Por que não sentar, reunir a bancada e discutir? – sugeriu.
Ela também afirmou que o PMDB deve resgatar suas bandeiras históricas e contribuir efetivamente com as políticas de inclusão social, em vez de apenas "fazer número".