Rio de Janeiro, 09 de Abril de 2026

PMDB e PT adiam indicações para CPI das Sanguessugas

Segunda, 19 de Junho de 2006 às 10:18, por: CdB

Termina nesta terça-feira o prazo para que os partidos indiquem os seus representantes na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar o envolvimento de parlamentares na compra fraudulenta e superfaturada de ambulâncias com recursos do orçamento. O esquema foi desbaratado pela Operação Sanguessuga, da Polícia Federal (PF), no dia 4 de maio. Na época, os nomes de dezenas de parlamentares apareceram nas investigações comandadas pela PF.

A instalação dos trabalhos só ocorrerá depois da escolha dos deputados e senadores para a CPMI. Caso alguns partidos deixem de indicar representantes, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, poderá nomeá-los. A prerrogativa consta do Regimento Comum do Congresso Nacional.

Até nesta segunda-feira, pela manhã, apenas o PDT da Câmara e o PSDB do Senado haviam indicado nomes para atuar na comissão. O PDT indicou João Fontes (SE) e o PSDB, Arthur Virgílio (AM), Sérgio Guerra (CE) e Juvêncio da Fonseca (MS). Caso os demais líderes partidários não indiquem os membros da comissão, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL) será responsável pelas nomeações.

No PMDB, os integrantes da comissão serão indicados por um parlamentar investigado, Ney Suassuna (PB), que teve dois de seus assessores presos pela Polícia Federal na operação que desmantelou o esquema. Além disso, o presidente da comissão poderá ser também do PMDB, partido que tem a maior bancada na Câmara. A relatoria caberia ao PT, que teve a presidência da CPI dos Correios. A regra, no entanto, pode não ser seguida caso os líderes partidários não cheguem a acordo.

Um dos candidatos a presidente da CPI, neste caso, seria eleito e indicaria o relator da comissão. A comissão terá prazo regimental de 180 dias, mas os líderes acordaram que pretendem concluir as investigações em 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

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