O PMDB já trabalha nos bastidores com uma lista de nomes mais cotados, e com os vetados, para assumir os dois ministérios prometidos ao partido pelo presidente Lula. Os principais líderes da legenda dizem oficialmente não ter começado a negociar nada, mas discutem nomes para quaisquer que sejam as pastas oferecidas na reforma ministerial prevista para outubro ou novembro.
Além disso, o partido - que chegou antes da posse de Lula a travar uma fracassada negociação para compor o ministério - pressiona o Governo a atender ao varejo peemedebista, ou seja, liberar verbas de emendas parlamentares e nomear para cargos públicos os indicados pelo partido.
Dois são os consensos. O primeiro é que um futuro ministro sairá do Senado e outro da Câmara. O segundo é a praticamente certa indicação do líder da bancada na Câmara, Eunício Oliveira (CE), que caberia nos ministérios da Integração Nacional, Cidades ou Comunicações. Eunício viu suas chances crescerem na votação de quinta-feira da reforma tributária, quando a bancada coordenada por ele deu ao Governo 70 de 77 votos possíveis, exemplo de unidade raro na história peemedebista.
No Senado, a escolha deve ser feita entre Romero Jucá (RR), Hélio Costa (MG) e Garibaldi Alves (RN). Costa poderia ocupar o Ministério das Comunicações, principalmente pelo apoio que deu a Lula, mas há muita resistência ao seu nome.