A bancada do PMDB na Câmara reuniu-se, nesta quarta-feira, para reafirmar a intenção de lançar candidato próprio à Presidência da Casa. Segundo os líderes do partido, a legenda reúne, atualmente, a maior bancada do Congresso, com 89 deputados federais, logo, tem o direito de disputar o cargo. A tradição seguida na Câmara até o início do governo era de que a maior bancada ocupava a Presidência da Câmara.
O deputado Eunício Oliveira (CE), um dos possíveis indicados ao posto, criticou a condução das conversas e, especificamente, o lançamento de Arlindo Chinaglia feito pelo PT.
- Qualquer lançamento de nomes sem ouvir a base e ferindo quem tem o direito à indicação é precipitado -, afirmou a jornalistas o deputado, que foi ministro do presidente Lula. Outro peemedebista cotado para disputar o cargo é Geddel Vieira Lima (BA).
Apesar do discurso, os peemedebistas, a exemplo do PT, podem ceder mais adiante caso sejam contemplados de forma robusta na nova composição ministerial. Com o lançamento de Arlindo Chinaglia, a oposição voltou a afirmar que tende a apoiar Aldo Rebelo na disputa, já que não quer um petista no comando da Casa nos próximos anos.