O presidente do PMDB, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira que o partido quer integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma coalizão a partir do segundo mandato. Resta apenas ouvir a Executiva Nacional e o Conselho Político do partido, que pode ocorrer já na próxima semana.
O apoio do partido foi garantido após o presidente Lula apresentar uma agenda mínima de coalizão com sete pontos, entre eles as reformas política e tributária, além de a formação de um órgão consultivo do governo formado pelos presidentes dos partidos aliados. Temer disse que na primeira conversa não se falou em composição ministerial, mas que o PMDB está disposto a participar da execução das políticas e que caberá a Lula indicar em quais pastas poderá ser representado.
Entre os governistas acredita-se que uma negociação formal com o partido, deixando de lado a política no varejo feita com suporte dos senadores Renan Calheiros (AL) e José sarney (AP), pode tornar a grande maioria do PMDB em aliado governista.
Renan e Sarney, apesar da tentativa de união do partido, têm patrocinado o boicote de todas as reuniões que envolvem Temer para tentar enfraquecê-lo nas negociações com o Planalto. O grupo peemedebista que aderiu antes ao governo não aceita que a ala "tucana" tenha participação igualitária no segundo mandato.
PMDB dá sinais de que quer participar do governo
Quarta, 22 de Novembro de 2006 às 13:28, por: CdB