Com seis candidatos na disputa, o PMDB é o partido com maior número de concorrentes ao cargo de prefeito em uma das 11 capitais em que haverá segundo turno no próximo dia 26. Logo atrás estão PT e PSB, cada um com três candidatos, seguidos por PSBD, DEM e PTB – com dois cada – e por PP, PV, PCdoB e PDT, que têm um.
De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além das 11 capitais, haverá segundo turno também em mais 19 municípios. Conforme a Constituição Federal, só há a possibilidade de segundo turno em cidades com mais de 200 mil eleitores.
Dos três maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente, em dois (RJ e BH) o PMDB está na briga pela prefeitura. O PT está na disputa na capital paulista contra o DEM. O PV e o PSB participam do segundo turno no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, respectivamente.
Além dessas três, haverá disputa pelo segundo turno nas capitais Belém (PA), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e São Luís (MA).
Novos quadros
Com o crescimento da legenda nas capitais, o partido tem buscado novos quadros para ampliar suas chances de sair com candidatura única nas próximas eleições presidenciais. Segundo observadores da cena política nacional, a cisão entre os tucanos Aécio Neves, governador do Estado de Minas Gerais e José Serra, governador de São Paulo, poderá render ao PMDB um concorrente ao Planalto.
Aécio Neves já vem mantendo, ainda em nível sigiloso, uma série de conversas com o presidente do PMDB, Michel Temer, no sentido de buscar uma saída para sua carreira política, no caso de abandonar o ninho tucano. Em recente entrevista, Aécio disse que a escolha de um candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "passa, definitivamente, por mim".