A cúpula do PMDB reuniu-se nesta segunda-feira para fazer uma avaliação do andamento das negociações para participação do partido no primeiro escalão do Governo Federal. As lideranças do partido negaram que o PMDB esteja fazendo qualquer tipo de pressão para dar mais rapidez à reforma ministerial. - Estamos esperando que o governo se manifeste. O sujeito ativo nessa relação é o governo, portanto é ele quem tem que dizer se quer o PMDB no ministério - disse o presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP). Neste domingo, os líderes do PMDB jantaram com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Segundo Michel Temer, durante o encontro com o ministro José Dirceu foi feita uma análise dos possíveis cenários, "onde se falou na possibilidade do partido ocupar os ministérios das Comunicações, da Previdência ou da Integração Nacional". No entanto, Temer garantiu que ainda não há qualquer decisão sobre as pastas e os nomes até que o presidente Luiz Inácio Lula retorne do exterior. "Volto a insistir que quem tem que ditar esta definição é o governo e a partir daí é que nós passamos a discutir os nomes", reafirmou.
O presidente Lula participa em Monterrey, no México, da Cúpula Extraordinária das Américas, e retorna na quarta-feira ao Brasil. Tão logo diga ao partido quais serão as cadeiras reservadas na Esplanada, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), confirmou que a bancada se reúne em dois dias para apresentar os nomes.
Os líderes do PMDB garantem que não estão incomodados com a demora na definição das pastas reservadas ao partido. Segundo Michel Temer, uma prova de que o partido não se incomoda é a manutenção do apoio político em votações importantes dada durante todo o ano de 2003. "A demora não frustra o partido, tanto que estamos há um ano apoiando sem nenhuma frustração", afirmou.
PMDB aguarda decisão de Lula para escolher nomes para o ministério
Segunda, 12 de Janeiro de 2004 às 15:34, por: CdB