Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

PM reprime com violência protesto contra aumento das tarifas em SP

Sexta, 14 de Janeiro de 2011 às 10:10, por: CdB

Estudantes foram atacados com bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha

14/01/2011

 

da Redação

 

O protesto contra o aumento da tarifa realizado organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo nesta quinta-feira (13) no centro da capital paulista foi duramente reprimido pela Polícia Militar (PM).

Cerca de 700 estudantes participaram da manifestação que começou em frente ao Teatro Municipal e segui para a Praça da República. A PM interviu quando os manifestantes tentaram fechar a Avenica Ipiranga, por volta das 19hs, utilizando contra eles bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha.

Os estudantes realizavam um protesto pacífico contra o aumento da tarifa dos ônibus municipais, mas desde o início da manifestação foram acompanhados por policiais. De acordo com a PM, 26 estudantes foram detidos e não houve feridos. No entanto, o MPL afirma que 30 militantes foram presos e dez pessoas ficaram feridas.

 

Veja abaixo vídeo da repressão contra os estudantes:

 

 

Reajuste

Esta é a terceira manifestação realizada pelo MPL contra o aumento das tarifas dos ônibus, que desde o dia 5 passaram a custar R$ 3,00.

Haverá ainda uma manifestação na próxima quinta-feira (20) na Praça do Ciclista, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Consolação, a partir das 17 hs. Além disso, o MPL também promoverá, no sábado (15) um debate intitulado “Por que lutar por transporte público?”. O objetivo é discutir sobre transporte público e elaborar mais atividades contra o aumento das passagens. O debate será realizado no Espaço Ay Carmela, na Rua das Carmelitas, 140, próximo ao metrô Sé.

De acordo com Lucas Monteiro, militante do MPL-SP, as ações contra o reajuste das passagens devem ser intensificadas com a volta às aulas, quando mais estudantes participarão da mobilização.

O reajuste na capital paulista de 11,11%, implantado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), tornou a tarifa dos ônibus municipais de São Paulo a mais cara do país. O aumento foi acima da inflação registrada em 2010 na cidade, que ficou em 6,4%, segundo cálculo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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