Milhares de professores ocupam a região da Cinelândia, no Centro do Rio Os professores conseguiram tomar os corredores da Câmara Municipal do Rio, na quinta-feira
Os profissionais da rede municipal que ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores e os que fazem uma vigília do lado de fora pela retirada do projeto de Plano de Carreira pelo prefeito Eduardo Paes tiveram um alívio durante a madrugada deste sábado, com a retirada dos policias que cercavam as imediações do prédio do legislativo. Com a diminuição do número de agentes do aparelho estatal de repressão e da ameaça de desocupação forçada, os profissionais tiveram uma noite mais tranquila.
"O Sepe continua convocando a categoria para se juntar à vigília na porta da Câmara durante este final de semana e a se preparar para o início da semana, quando o plano pode voltar para a pauta de votaçao no plenário. A ocupaçao dentro do prédio continua mantida por mais de uma centena de profissionais e precisamos de gente do lado de fora para fortalecer os companheiros que estão do lado de dentro. A direção do Sepe continua tentando uma negociação com as lideranças dos vereadores e com o governo, no sentido de que o plano seja retirado e as negociações em torno das reivindicações da categoria sejam atendidas", disse o sindicato dos professores, em nota publicada nesta manhã.
Na manhã deste sábado, o clima era de tranquilidade. Há apenas algumas horas, a Polícia Militar entregou uma liminar de reintegração de posse. Porém, o documento foi expedido em 20 de agosto, usado para retirar os estudantes que haviam ocupado a Casa Legislativa na crianção da CPI dos Ônibus, e por isso os grevistas não acataram a ordem judicial.
Houve discussão entre os profissionais e os policiais. A maioria dos PMs que estavam cercando as imediações do prédio do legislativo foi retirada do local. Na manhã deste sábado, havia uma vigília do lado de fora pela retirada do projeto de plano de carreira, feita pelo prefeito Eduardo Paes. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), há cerca de 100 grevistas dentro da Câmara. Eles estão recebendo alimentos por numa entrada lateral.
– Fomos surpreendidos com a ação da polícia tentando tirar a gente, assim como eles lá fora tentando desmontar a ocupação. O tenente-coronel Henrique entrou na Câmara, leu o documento em voz alta e mandou a gente sair. Depois que conseguimos ler o documento e vimos que era de agosto, começou uma discussão que durou mais de duas horas. Ele chegou a dizer que toda a ocupação ali poderia ser feita com aquele mandado. No final, ele retirou a PM e foi embora – disse a jornalilstas coordenadora do Sepe Ivanete Conceição.
Segundo a coordenadora, a ação atrapalhada da PM tratava-se, na realidade, "de um absurdo".
– O presidente Jorge Felipe, que é o presidente da Câmara e que deveria fazer o documento e não fez. Como é que cai uma ordem de uma hora pra outra. Se a polícia fizesse a ação (para retirar os profissionais), iríamos entrar com uma representação contra a policia. Vamos ficar até a próxima terça. Se o plano (de cargos e salários) for retirado, saíremos. Se o plano continuar, ficaremos. A permanência vai continuar – acrescentou.
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