A Operação Cerco Amplo, realizada pela Polícia Militar em conjunto com a Força Nacional, voltou na manhã desta quinta-feira a ocupar a Vila Cruzeiro e o conjunto de favelas do Alemão, no subúrbio do Rio.
A operação tem como objetivo impedir a entrada de armas e drogas na região. Na manhã desta quinta-feira, a operação conta com cerca de 120 homens. Moradores das duas regiões continuam sendo revistados, mas com menos rigor do que o registrado na operação realizada na quarta-feira.
De acordo com as primeiras informações, traficantes da favela Nova Brasília teriam atirado contra policiais. Segundo a polícia, a operação continua por tempo indeterminado.
Na tarde desta quinta-feira, a Comissão de Direitos Humanos da Alerj vai ao Ciep Gregório Bezerra no centro da Penha, subúrbio do Rio. O objetivo da visita é verificar se a escola, que vai reabrir a partir da próxima segunda-feira, tem condições de receber os alunos de outras escolas da região.
Bala perdida atinge morador durante operação
Um homem ficou ferido na quarta-feira durante a ocupação da polícia na favela Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio do Rio. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, Sebastião Ribeiro Souza, de 51 anos foi atingido no braço quando trabalhava em uma praça próxima à favela.
A Polícia Militar informou que não houve confronto entre traficantes e policiais nesta quarta, apenas tiros esporádicos. A polícia não soube informar se os tiros teriam partido da polícia ou de traficantes.
Desde a ocupação da área, no dia 2 de maio, 17 pessoas morreram e 60 ficaram feridas nos confrontos entre policiais e traficantes.
A Operação Cerco Amplo conta com agentes da Força Nacional e homens de 17 batalhões, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão Florestal.
O objetivo da ação é impedir a entrada de armas e drogas na Vila Cruzeiro e no conjunto de favelas do Alemão. Todos os acessos ao local foram cercados e os moradores estão sendo revistados, incluindo crianças e idosos.
A ação é comandada pelo subsecretário Operacional da Secretaria de Segurança Pública, Roberto Sá, e pelo superintendente da instituição, Mário Sérgio Duarte.