O soldado Cléber de Andrade Moura, 31 anos, lotado na Companhia de Missões Especiais (CME) do 18º BPM de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, morreu na tarde do último sábado após troca de tiros com HJT, o 'Riquinho', 16 anos, e Deleon de Souza Moraes, 19 anos, ocorrida na Rua Tom Jobim, 750, na Favela Frigodiniz, Cidade Industrial.
Conforme informações do coronel Eduardo Mendes de Sousa, que supervisionou a ocorrência policial, o soldado, que não estava de serviço, tinha passado do dia com sua filha de 4 anos e acabara de entregar a criança na casa de sua ex-mulher, quando voltou para trancar o carro e foi surpreendido de tocaia pelos dois rapazes.
O policial foi atingido por dois tiros na barriga e um na mão direita. 'Riquinho' também foi baleado duas vezes no peito e, até o final da tarde de ontem, estava em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS).
'Riquinho' responde por acusação de um homicídio em um lava-jato em Contagem, ocorrido há 45 dias. Ele também já foi apreendido quatro vezes por policiais do CME por assaltos a coletivos, e estava solto por determinação da Justiça pelo fato de ser menor, informou um PM que pediu anonimato.
Deleon foi detido por militares do 18º BPM, e está preso na 6 ª Delegacia de Contagem. Outro agravante é que o soldado Cléber estava jurado de morte, há pelo menos um mês, por um rapaz identificado como Welington Batista de Assis, 27 anos, a quem já havia prendido. Welington teria 'encomendado' a morte do militar a 'Riquinho' e Deleon, conforme informações do comandante do CME, capitão Anderson de Oliveira.
- Ele fez um relatório detalhando que estava recebendo ameaças de morte por parte de Welington. Agora, falta comprovar se esse rapaz está por trás da morte do soldado Cléber - disse o capitão.
O oficial confirmou que 'Riquinho' e Deleon foram vistos mais cedo, antes do tiroteio, na companhia de Welington e uma irmã. Welington ainda está foragido. Após as ameaças, o soldado só andava de colete à prova de balas. No sábado, como saiu com sua filha, acabou deixando a proteção.
Após ser ferido, o soldado chegou a ser socorrido no Hospital Juscelino Kubtischeck, onde morreu. 'Riquinho', também ferido, tomou de assalto o Voyage placa GOR-0229, e obrigou o soldador Juarez Júnior de Oliveira, 34 anos, a levá-lo, sob ameaça do revólver, até o Hospital Santa Rita. No percurso, ele escondeu a arma no banco traseiro do carro e ameaçou o motorista para que não o denunciasse.
O soldado Cléber estava na PM há 11 anos, dos quais quatro atuava no CME, após servir no Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) em Belo Horizonte. Era muito querido na CME. Sua morte deixou revoltados cerca de 300 policiais que atuam na corporação.
- É revoltante um cara que já cometeu um crime e foi preso quatro vezes estar solto para matar um dos nosso - desabafou um militar, que preferiu o anonimato.
O corpo do soldado está sendo velado no Velório do Hospital Militar, no Bairro Santa Efigênia. O sepultamento será às nove horas desta segunda-feira no Cemitério da Paz.
Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026
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