A defesa do policial militar Fabrício Fernandes Mirra entrou com Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal pedindo a sua liberdade. O decreto de prisão preventiva foi expedido pela Vara Única de Pinheiral, Estado do Rio, sob a acusação de homicídio e de tentativa de suborno de testemunha.
Na denúncia consta que, no dia 18 de fevereiro de 2008, o policial matou um traficante de drogas. Segundo os advogados, a prisão foi decretada baseando-se em provas emprestadas de outro processo que tramita em Itaguaí e no qual ele também é réu.
A defesa argumenta que não teve assegurada a ampla defesa, pois a Vara de Itaguaí “apenas enviou ao processo mínimas partes das transcrições e escutas telefônicas de um montante de seis meses ininterruptos de escutas”.
– As provas emprestadas são apenas de interesse do juízo e MP, ficando evidente o cerceamento da defesa e do contraditório, tendo a garantia constitucional de ampla defesa desrespeitada – afirmam os advogados, que também alegam excesso de prazo da prisão.
A sua liberdade já foi negada pelo Superior Tribunal de Justiça.
PM acusado de homicídio entra com ação do STF
Quarta, 28 de Janeiro de 2009 às 09:07, por: CdB