O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela afirmou que o plebiscito sobre o mandato do presidente Hugo Chávez acontecerá no dia 8 de agosto se o processo de ratificação de assinaturas validar as cerca de 580 mil que ainda faltam para provocar a consulta popular.
O presidente do CNE, Francisco Carrasquero, disse na madrugada da quarta-feira que há 1,91 milhão de assinaturas válidas das 3,4 milhões apresentadas pela oposição. Cerca de 1,19 milhão devem ser submetidas a um processo de ``ratificação'' no final de maio, afirmou.
Isso significa que ainda são necessárias 580 mil assinaturas a fim de que se atinjam as 2,4 milhões requisitadas para convocar o plebiscito, no qual se decidirá sobre a continuidade ou não do mandato de Chávez, no cargo desde fevereiro de 1999.
O CNE disse no dia 8 de março que, segundo avaliações preliminares, havia 1,83 milhão de assinaturas válidas e que faltavam ratificar 1,1 milhão. O número de assinaturas regulares aumentou porque o processo de validação tornou-se mais flexível.
A oposição diz que o conselho eleitoral favorece o governo para evitar que o plebiscito aconteça antes de 19 de agosto. Se Chávez for tirado do governo depois dessa data, o país passaria a ser comandado por um vice-presidente escolhido pelo atual mandatário.
No final de fevereiro, conflitos entre militares e simpatizantes da oposição deixaram ao menos nove mortos e dezenas de feridos no país, quinto maior exportador de petróleo do mundo.
Os adversários de Chávez o acusam de ter tendências autoritárias e de querer implementar um governo comunista como o do dirigente cubano, Fidel Castro. Chávez, que sobreviveu a uma tentativa de golpe em 2002, afirma que o plebiscito é uma fraude.