Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Planos de saúde: Médicos podem parar 24 horas em abril

Médicos que atendem por planos de saúde pretendem parar os atendimentos de rotina e as cirurgias eletivas (agendadas) no dia 7 de abril. A categoria reivindica reajuste dos honorários pagos pelas operadoras e contratos com previsão de aumentos periódicos.

Terça, 22 de Fevereiro de 2011 às 09:39, por: CdB
Médicos que atendem por planos de saúde pretendem parar os atendimentos de rotina e as cirurgias eletivas (agendadas) no dia 7 de abril. A categoria reivindica reajuste dos honorários pagos pelas operadoras e contratos com previsão de aumentos periódicos. A data do protesto foi acertada na última sexta-feira pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A manifestação ocorrerá no Dia Mundial da Saúde e deverá durar 24 horas. Segundo entidades médicas, um profissional recebe, em média, de R$ 35 a R$ 45 por consulta, e o custo operacional estimado é de R$ 20.  A categoria defende o valor de R$ 100  por consulta, conforme o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes. – O motivo do protesto é a falta de condições de trabalho –, afirmou. O reajuste proposto tem como base a  Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), tabela de mercado com valores de honorários, elaborada pela entidades médicas. – Muitos médicos não querem mais atender por planos de saúde. Não se sentem motivados a assumir os riscos de uma cirurgia, por exemplo –, disse Florisval Meinão, coordenador da Comissão de Consolidação e Defesa da CBHPM, da Associação Médica Brasileira. Segundo o Meinão, o reajuste dos honorários concedido por alguns planos de saúde foi 40% inferior à inflação acumulada nos últimos anos. Quanto à paralisação, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante das operadoras de planos de saúde, disse que tem buscado aprimorar o relacionamento com os médicos. – A FenaSaúde esclarece que suas associadas buscam constantemente aperfeiçoar o relacionamento com os médicos, inclusive apresentando propostas concretas nos fóruns de debates –, afirmou, em nota. Estima-se que 60% dos médicos do país, mais de 150 mil, prestam serviços por meio de planos de saúde.
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