Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Plano para combater tráfico de drogas no Brasil vai envolver Peru e Bolívia

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou nesta segunda-feira um plano de cooperação internacional, envolvendo Peru e Bolívia, para combater o narcotráfico não só no Brasil, mas em todos os países da América do Sul.

Terça, 30 de Novembro de 2010 às 08:36, por: CdB

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou nesta segunda-feira um plano de cooperação internacional, envolvendo Peru e Bolívia, para combater o narcotráfico não só no Brasil, mas em todos os países da América do Sul. – Chegou a hora de um plano de combate ao crime organizado na América do Sul –, afirmou o ministro ao tratar do acesso de traficantes do Rio de Janeiro a drogas e armamentos. Barreto concedeu a entrevista ao lado do ministro do Interior boliviano, Sacha Lorenty. Eles se reuniram para discutir políticas de fronteiras e ações conjuntas, que poderá resultar na assinatura de um acordo de cooperação entre países da América do Sul. De acordo com Barreto, o governo também vai já conversou com representantes da Argentina e do Paraguai e vai se reunir com autoridades do Peru, Colômbia, Venezuela e Uruguai. A ideia, segundo o ministro, é garantir a integração, mas também o firme combate ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira. Integração De acordo com Barreto, mesmo se todos os policiais disponíveis fossem colocados nas fronteiras ainda há a possibilidade de entrada de drogas e armas por via aérea. – A integração entre toda a América do Sul, com um sistema eficiente de proteção, é o melhor caminho para um efetivo combate ao crime nos 16 mil quilômetros quadrados de fronteira do Brasil e em toda a região –, concluiu o ministro, lembrando a importância do uso da tecnologia e da inteligência. O ministro afirmou que o Brasil vai enviar uma equipe técnica à Bolívia para ajudar no treinamento de agentes para combater o tráfico de drogas e de armas. Ele defendeu uma ação “dura e firme” das Forças de Segurança no combate ao crime organizado no Rio, mas aliada à política de pacificação das comunidades com maiores índices de violência. – Essa é a linha de segurança pública que temos que ter no Brasil, a política de pacificação –, afirmou.

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