Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026

Plano Nacional de Segurança avalia violência no país

Segunda, 09 de Maio de 2005 às 08:50, por: CdB

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Correa, discute, nesta terça-feira, o andamento do Plano Nacional de Segurança Pública, implantado em 2000. A audiência, promovida pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, será realizada no plenário.

Segundo o Ministério da Justiça, a violência no Brasil alcança todos os segmentos sociais, mas de maneira diversa. Os crimes contra o patrimônio atingem, preferencialmente, as classes mais altas, e os crimes contra a pessoa vitimam sobretudo os mais pobres, principalmente os jovens do sexo masculino e negros.

De acordo com a proposta do Plano Nacional de Segurança Pública, em 1999, na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, em cada grupo de cem mil habitantes, 239 jovens do sexo masculino, com idades entre 15 e 29 anos, foram vítimas de homicídios dolosos. "É como se o Brasil experimentasse os efeitos devastadores de uma guerra civil sem bandeira, sem propósito, sem ideologia e sem razão", compara o documento.

A proposta ressalta a conexão entre criminalidade e o tráfico de drogas e de armas. "O tráfico de drogas está relacionado com a dinâmica dos homicídios, roubos, seqüestros e financiamento do tráfico de armas. A disponibilidade de armas constitui um fator estratégico decisivo na geração da criminalidade violenta", analisa o documento do Ministério da Justiça.


Na semana passada, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, recebeu do representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Jorge Werthein, uma pesquisa segundo a qual o Brasil seria o segundo país no mundo em mortes provocadas por armas de fogo.

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