Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Planalto e seus líderes retomam a iniciativa política

Quinta, 18 de Agosto de 2011 às 10:02, por: CdB

Congresso Nacional O governo e a presidenta Dilma Rousseff, seus lideres na Câmara e no Senado, dão sinais claros de que retomaram a iniciativa.  Os fatos e a conjuntura dão o tom e essa retomada é visível.

O importante é não paralisar a agenda legislativa e isso já é fato com a votação, na 3ª e 4ª feiras dessa semana, de duas importantes matérias que estavam no Senado, o PL 116 (a entrada das teles no mercado de TV a cabo) e a Proposta de Emenda Consticuional (PEC) que muda o rito e prazo de tramitação das medidas provisórias (MPs) no Congresso Nacional.

Na Câmara, também, já há sinais claros de retomada das votações. A declaração de independência do PR não tem apoio sequer na própria bancada do Senado - dos sete senadores do partido, só dois falam em deixar a base aliada, Alfredo nascimento (PR-AM) e Blairo Maggi (PR-MT) - e não será consensual na Câmara.

Uma agenda cheia de temas importantes

Com o anúncio essa semana, do próprio presidente do PV, de que o partido pode apoiar o governo frente a crise internacional em matérias de interesse nacional, o impacto da decisão do PR será atenuado e não terá maior efeito nas votações nas duas Casas.

Mas, há que se reconhecer e manter-se alerta quanto a agenda dos deputados, que é complexa num ano de ajuste fiscal e crise mundial.

Eles têm na Casa, para decisão, a PEC 300, equiparação de salários nas polícias; Emenda 29, o disciplinamento dos gastos na Saúde; propostas que tratam de mais recursos para os Estados no caso da Saúde; aumentos do Judiciário; e outras matérias relacionadas a despesas de pessoal.

Da oposição não devemos esperar nada


Uma agenda e tanto, recheada de temas importantes, que exige não apenas unidade na base governista, mas principalmente sintonia fina com o governo, já que do lado da oposição não devemos esperar nada.

Basta ver as medidas que defenderam na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) que, além de contraditórias, eram populistas e demagógicas. Da oposição a gente já sabe o que esperar: querem ver o circo pegar fogo. Daí, a torcida e o trabalho diário em que se empenha para a divisão da base governista e o estímulo que dá ao agravamento das crises políticas.

 

Foto: Câmara dos Deputados.

 

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