A piscicultura é um segmento que vem apresentando crescimento médio anual de 20 a 30% em todo o mundo e o Estado do Rio não está fora deste panorama. A valorização do consumo de alimentos mais saudáveis e com menor teor de gorduras e a melhoria do poder de compra da população vêm aumentando o consumo de peixe A atividade está num bom momento, proporcionando boa rentabilidade e com mercado em expansão. Neste contexto, o destaque fica com a tilápia. Seu sabor delicado e a carne totalmente branca, que proporciona um filé de alta qualidade, fazem com que esse peixe possa ser consumido por qualquer pessoa, inclusive as crianças.
O biólogo e supervisor local da Emater-Rio, em Quatis, no Sul fluminense, Reinaldo Altivo Silva, orienta os produtores sobre o sistema de tanques-rede para a piscicultura, que vem sendo utilizado com sucesso em projetos de criação de tilápias, que desenvolve e acompanha.
– Em nossa região predomina a topografia acidentada, porém muitas das propriedades contam com algum tipo de açude ou lago. Essa característica favorece a utilização do sistema de tanque-rede ou gaiola para a criação de peixes – explica o biólogo.
Segundo ele, o principio desta alternativa para a piscicultura é o aproveitamento de uma estrutura de grande volume de água já existente na propriedade para confinar os peixes nos tanques-rede. São várias as vantagens que o método oferece em relação ao cultivo intensivo em viveiros escavados. Entre eles, o menor investimento para a sua implantação.
Como não existe necessidade de construção de tanques, não há movimentação de terra e, conseqüentemente, o nível de impacto ambiental é baixo. A montagem da infra-estrutura de produção é rápida. As gaiolas podem ser adquiridas no mercado a preços bem acessíveis ou construídas na propriedade. O acesso às gaiolas é outro fator que facilita o manejo e permite melhor controle da produção e da despesca. Em cada tanque-rede podem ser produzidos de 400 a 500 kg de peixe.
Para a sua instalação é necessário que os açudes tenham no mínimo 500 m2 de área e uma profundidade de pelo menos 1,8 metro. As gaiolas em geral medem 2 x 2 m de comprimento e largura, com altura de 1,5 metro. São construídas com tela de arame galvanizado, revestido de PVC e sustentadas por uma estrutura de ferro ou alumínio. Nas extremidades são instalados flutuadores, estruturas que impedem que os tanques-rede afundem.
Existem alguns cuidados técnicos que deverão ser adotados, como fornecimento de alimentação duas vezes ao dia, retirada de peixes mortos, repicagem entre gaiolas e anotação de alguns parâmetros.
– É um sistema fácil, porém exige atenção do criador. No caso das tilápias a temperatura média indicada da água está entre 24 a 28 º C - ressalta o supervisor da Emater.
Piscicultura apresenta crescimento anual de 30%
Quarta, 02 de Abril de 2008 às 05:19, por: CdB