Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Piratas somalis seqüestram um navio por dia na costa africana

O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star, há uma semana, foi apenas mais um dia de trabalho para os piratas somalis. Eles voltaram a atacar no Golfo de Áden, entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico. Segundo informações de fontes marítimas locais, os assaltantes têm mantido a média de trabalho e outros três navios foram seqüestrados nos últimos três dias. (Leia Mais)

Quarta, 19 de Novembro de 2008 às 08:58, por: CdB

O seqüestro do superpetroleiro saudita Sirius Star, há uma semana, foi apenas mais um dia de trabalho para os piratas somalis. Eles voltaram a atacar no Golfo de Áden, entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico. Segundo informações de fontes marítimas locais, os assaltantes têm mantido a média de trabalho e outros três navios foram seqüestrados nos últimos três dias: Um graneleiro grego carregado de trigo, rumo ao Irã, um cargueiro de Hong Kong, sem a carga ainda revelada e um barco de pesca tailandês. Cerca de 65 pessoas estavam a bordo das três embarcações.

Segundo o Escritório Marítimo Internacional, o navio de Hong Kong era operado por uma companhia iraniana e tinha 25 marinheiros a bordo. Já o pesqueiro tailandês viajava com bandeira de Kiribati e possuía 16 tripulantes. Ambos se dirigiam ao Oriente Médio quando foram atacados na tarde de terça-feira, disse a nota do escritório. O graneleiro grego foi seqüestrado no mesmo dia, com cerca de 25 pessoas a bordo.

Em outro comunicado, a Marinha da Índia afirmou que afundou um navio pirata somali enquanto patrulhava a região na noite de terça-feira. O navio pirata rebocava dois botes quando foi abordado por oficiais do indiano INS Tabar, que exigiram a inspeção da embarcação somali. Segundo os militares, a tripulação do navio pirata, armada com lançadores de granada, abriu fogo contra a embarcação indiana, que então revidou. Após uma explosão, o navio pirata naufragou.

Alguns piratas ainda tentaram escapar em duas lanchas e foram perseguidos pelos marinheiros. Mais tarde, apenas umas das lanchas foi encontrada, mas estava abandonada. A Índia é um dos diversos países que atualmente patrulham a região, a qual tem visto uma onda de seqüestros piratas recentemente. O maior deles aconteceu no sábado passado, quando piratas tomaram o Sirius Star, um megapetroleiro carregado com 2 milhões de barris de petróleo, rumo aos EUA, avaliados em US$ 100 milhões. O navio estaria ancorado na costa da Somália. A Vela International, que opera o navio, disse a jornalistas que nenhum contato foi feito pelos piratas ainda, mas a empresa acredita que os 25 tripulantes estão bem.

O aumento de ataques piratas no Golfo de Áden tem forçado as marinhas locais a reforçarem as patrulhas na região. Apesar disso, o número de ocorrências neste ano subiu 75%, segundo dados do Escritório Marítimo Internacional. A insurgência islâmica na Somália e a instabilidade do governo no país desde 1991 agravam a situação. Os reféns, segundo agências internacionais de notícias, são bem tratados em Iyl, na costa somali. Até um restaurante com refeições preparadas ao estilo ocidental já foi aberto na cidade, especialmente para atender ao público cativo.

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