Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Piratas querem resgate de US$ 15 mi por superpetroleiro saudita

Piratas somalis que sequestraram um superpetroleiro saudita com uma carga de US$ 100 milhões reduziram o pedido de resgate para US$ 15 milhões, disse nesta segunda-feira um líder islâmico da região.(Leia Mais)

Segunda, 24 de Novembro de 2008 às 08:30, por: CdB

Piratas somalis que sequestraram um superpetroleiro saudita com uma carga de US$ 100 milhões reduziram o pedido de resgate para US$ 15 milhões, disse nesta segunda-feira um líder islâmico da região.

O sequestro do Sirius Star, ocorrido no dia 15 de novembro, despertou a atenção do mundo para a crescente pirataria no golfo de Áden, onde dezenas de navios já foram seqüestrados neste ano.

O pedido de resgate inicial dos piratas era de US$ 25 milhões para liberar o navio saudita e a tripulação de 25 pessoas, incluindo britânicos, poloneses, croatas e árabes. Mas o porta-voz islâmico Abdirahim Isse Adow, cujos homens estão na região de Haradheere onde o navio está sendo mantido, disse que a demanda diminuiu.

– Os intermediários apresentaram um pedido de resgate de US$ 15 milhões pelo navio saudita. Esse é o preço agora – disse ele.

Outros Sequestros

Na semana passada, o graneleiro Delight, com bandeira de Hong Kong, foi sequestrado no trajeto entre Alemanha e Irã, com 25 tripulantes e 36 mil toneladas de trigo. O navio estava fretado pela IRISL, maior empresa iraniana de navegação marítima.

Uma autoridade iraniana disse, em entrevista publicada na segunda-feira, que o Irã cogita o uso da força contra os piratas depois da captura da embarcação fretada pelo país na costa do Iêmen.

– A posição do Irã é de que tais questões devem ser confrontadas com força – disse o vice-ministro iraniano dos Transportes, Ali Taheri, ao jornal Ebtekar.

– A República Islâmica do Irã tem a capacidade de confrontar os piratas. Se necessários, podemos usar a força – acrescentou, sugerindo que o direito internacional garante tal possibilidade.

Em entrevista coletiva, um porta-voz da chancelaria disse que "todas as opções estão sobre a mesa", mas não entrou em detalhes.

Na semana passada, a Marinha indiana anunciou ter destruído um navio pirata no golfo de Áden.
Na sexta-feira, a IRISL afirmou que os piratas haviam feito exigências - não especificadas pela empresa - para liberar o navio.

– Estamos em contato com a embarcação e no momento todos estão com boa saúde e em boas condições – disse uma fonte da empresa na segunda-feira.

Outro barco fretado pela IRISL, o cargueiro Iran Denyanat, foi sequestrado em agosto e liberado em outubro na região. A empresa iraniana não quis divulgar se pagou resgate. A insurgência islâmica, que provoca caos na Somália, e a perspectiva de resgates milionários estimulam o crescimento da pirataria neste ano na costa da Somália.

Qashqavi defendeu uma solução internacional, envolvendo entidades marítimas e a ONU, bem como países que tenham presença marítima nas áreas afetadas.

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