A indústria da pirataria impede a geração de 2 milhões de empregos formais no país e a arrecadação de R$ 60 bilhões por ano, além de atrapalhar o crescimento da economia. A opinião é do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), coordenador da Frente Parlamentar contra a Pirataria da Câmara.A frente foi relançada nesta quarta-feira com o objetivo de criar propostas contra a fabricação e comercialização de produtos pirateados, entre os quais cigarros, brinquedos e remédios.
Segundo o deputado 30% dos remédios que circulam no mundo são pirateados e cerca de 10% deles sequer fazem efeitos.
— Estamos falando de algo que produz danos à saúde física de cada um e à saúde econômica do país. Queremos simplificar as iniciativas de combate, tornar mais decisiva a legislação e coordenar o esforço de diferentes entidades do próprio governo nessa ação. Nossa missão é mostrar que o barato de hoje sai caro amanhã — afirmou.
A frente existe desde 2003 e surgiu como um desdobramento da CPI da Pirataria. Uma das propostas da frente é a criação de uma comissão especial para juntar num só lugar todas as propostas sobre o assunto que tramitam na casa.
— Temos vários propostas que estão perdidas nas comissões temáticas — disse a ex-coordenadora da frente, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Segundo ela, "a frente não tem como alvo o camelô", porque a pirataria vai além dele. — São remédios, peças de automóveis, cigarros, que tiram os nossos empregos e impedem o desenvolvimento econômico e tecnológico do país — declarou.