Um em cada três discos vendidos no mundo é uma cópia pirateada de uma indústria que movimenta US$ 4,6 bilhões na Europa Oriental, Ásia e América Latina, informou um estudo na quinta-feira.
As vendas de cópias piratas superam as regulares em 31 países, segundo a Federação Internacional para a Indústria Fonográfica (IFPI na sigla em inglês). A China representa o maior mercado e a Espanha é onde se registram os piores abusos da Europa Ocidental.
Já abalada pelos downloads gratuitos de música da Internet, a indústria fonográfica luta em um segundo front contra modos de pirataria mais estabelecidos, como fábricas nos países em desenvolvimento que produzem grandes quantidades dos CDs mais procurados.
Um total de 1,2 milhão de discos piratas foi vendido em 2004 - 34% de todos os discos vendidos no mundo.
O crescimento da pirataria, no entanto, caiu para 2% no nível mais baixo em cinco anos, em parte graças ao reforço no combate no Brasil, México, Hong Kong, Paraguai e Espanha.
Em 2004, pela primeira vez os piratas venderam mais que os legítimos no Chile, República Tcheca, Grécia, Índia e Turquia, informou a federação.
Na Espanha, a pirataria movimenta cerca de US$ 77 milhões e é responsável por um quarto de todos os discos vendidos. Desde 2000, as vendas de CDs regulares caíram 32 por cento na Espanha.
Segundo a IFPI, a China tem uma taxa de pirataria estimada em 85 por cento num mercado de US$ 411 milhões anuais.
Rússia, Paquistão e Indonésia estão entre os maiores exportadores de música pirateada.