Cerca de 1,1 bilhão de CDs piratas foram vendidos no mundo em 2003, movimentando um montante de US$ 4,5 bilhões, segundo números divulgados nesta quinta-feira pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (FIIP).
Estas vendas, que aumentaram 4% em relação ao ano anterior, dizem respeito a discos produzidos em fábricas especializadas na reprodução ilegal (600 milhões) e cópias feitas por indivíduos com a intenção de revenda (530 milhões).
"Existe atualmente no mundo pelo menos mil fábricas ilegais de CD", afirmou Jay Berman, presidente da FIIP, durante uma entrevista coletiva à imprensa para divulgar o relatório anual da entidade.
Enquanto os perigos do "download" e da troca de arquivos de música gratuitamente pela internet dominaram o debate nos últimos anos, os executivos da indústria destacaram este ano a ameaça da reprodução industrial ilegal de CDs, que aumentou muito nos últimos anos.
Em 2003, para cada álbum vendido havia três piratas, contra um para cinco de 1999, segundo a FIIP. O ritmo da produção ilegal cresceu com a melhora das técnicas de gravação: hoje é possível copiar em apenas três minutos um disco padrão de 74 minutos.
De acordo com a federação, que conta com 1.450 membros em 70 países, o volume de negócios mundial da indústria fonográfica foi de cerca de US$ 34 bilhões no ano passado.