A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu uma piora em fevereiro, mostrou na terça-feira uma pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
A avaliação positiva oscilou de 41% em dezembro para 39,9% em fevereiro, enquanto a negativa subiu de 12,9% para 15,1%. A avaliação regular variou de 41,9% para 40,6% este mês. Em comparação ao último levantamento, a popularidade de Lula caiu 4,6 pontos, de 69,9%, em dezembro de 2003, para 65,3%, índice pouco acima da margem de erro da pesquisa - três pontos para mais ou para menos - o que revela uma estabilidade nessa virada de ano.
Na faixa até 10% e acima de 90%, a margem de erro é de 1 ponto percentual; na faixa de 10% a 30% e de 70% a 90%, ela é de 2 pontos; e de 30% a 70%, a margem é de 3 pontos.
- Houve uma pequena queda. Na verdade, é uma estabilidade, com viés de baixa - disse a jornalistas o presidente da CNT e vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade.
Entre os motivos para a piora na avaliação está a recessão econômica ocorrida no ano passado e seu conseqüente efeito negativo sobre a geração de empregos.
Além disso, as pessoas começam a cobrar o cumprimento de promessas de campanha. Do total de entrevistados, 42% acreditam que elas não estão sendo cumpridas - na última vez que a questão foi colocada, em agosto, eram 34,1%.
O Instituto Sensus entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 4 e 6 de fevereiro em 195 municípios do país.