Rio de Janeiro, 19 de Março de 2026

Piloto que levou R$ 1,7 milhão é funcionário do governo petista de MS

Segunda, 13 de Novembro de 2006 às 20:02, por: CdB

O piloto escalado para transportar os R$ 1,7 milhão de São Paulo para Cuiabá, parte do dinheiro destinado ao pagamento do chamado "dossiê tucano", Tito Lívio Ferreira da Silva Júnior, é funcionário do governo petista no Mato Grosso do Sul. A confirmação foi feita nesta segunda-feira, pelo Diário Oficial em portaria, transferindo o piloto, lotado na Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), para a Assembléia Legislativa, ganhando mais de R$ 4 mil/mês "com ônus para a origem", ou seja, continuará recebendo pela Agesul.

Essa informação não consta do depoimento que prestou ao delegado Diógenes Curado, em Campo Grande, na Superintendência da Polícia Federal. Na ocasião, Tito disse apenas ter prestado serviço ao Governo do Estado, até a gestão do governador Wilson Barbosa Martins (PMDB), entre 1995 e 1998. Ele afirmou ser filiado ao PSDB e que caso soubesse que transportaria membros do PT, não aceitaria o trabalho.

- É o funcionário fantasma mais antigo do governo estadual -, observou José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

A Secretaria Estadual de Administração, não pode fornecer nesta segunda informações segura sobre a forma de contratação de Tito Júnior, se através de concurso público ou uma outra forma. O delegado Curado apurou que Tito é funcionário da MS Táxi Aéreo, propriedade de Arlindo Dias Barbosa, dono também a Air Jet Táxi Aéreo, que transportaria os R$ 1,7 milhão, para Cuiabá.

Entre os vários fretes contratados por políticos na última campanha eleitoral, com aviões pilotados por Tito Júnior, conforme registro da Justiça Eleitoral, a MS Táxi Aéreo recebeu R$ 4.230 do deputado federal eleito e presidente do PSDB/MS, Waldir Neves. Desde o Governo Wilson Barbosa Martins, não existe avião próprio do MS, em 1996, o setor foi terceirizado. A Assembléia Legislativa também não possui aeronave.

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