Dois manifestantes foram mortos em protestos contra o governo por policiais barenitas; alta comissária da ONU diz que país tem que respeitar Estado de direito.
Navi Pillay
As Nações Unidas pediram ao Barein que pare de exercer força em excesso contra manifestantes pacíficos no país.
Em nota, a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que o Barein, no sudoeste da Ásia, precisa respeitar o Estado de direito.
Investigações
Dois manifestantes foram mortos por forças de segurança durante um protesto contra o governo barenita.
Pillay disse que pessoas demais já morreram em protestos no Oriente Médio e no norte da África.
A alta comissária pediu investigações transparentes sobre os casos.
Ela lembrou que o Alto Comissariado tem trabalhado com as autoridades do Barein desde a crise política do ano passado. Navi Pillay mencionou relatos de tortura e prisões abusivas de centenas de ativistas políticos. Ela disse que em alguns casos, crianças menores de 10 anos teriam sido presas.
Segundo agências de notícias, nesta quarta-feira, milhares de pessoas se reuniram em Manama, capital do Barein, após dois dias de confrontos com a polícia. O rei barenita, Hamad bin Issa Al Khalifa, prometeu em cadeia nacional, apurar as mortes.
Alguns dos manifestantes afirmaram que permanecerão sentados na praça até que suas reclamações sejam ouvidas. Entre elas estão a troca do primeiro-ministro, que está no poder há 40 anos.