Segundo alta comissária de Direitos Humanos, mais de 100 pessoas foram mortas no país nos últimos dois meses em protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh.
Navi Pillay
As Nações Unidas pediram ao governo do Iêmen para terminar a violência política no país.
Segundo a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, mais de 100 pessoas morreram na nação, do sudoeste da Ásia, desde o início dos protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh, há dois meses.
Repressão
Somente nesta segunda-feira, forças de segurança iemenitas teriam matado 15 pessoas ao atirar contra os manifestantes em Taiz, no sul da capital Sanaa.
Pillay disse que o grande número de mortos mostra que o governo do Iêmen está usando força em excesso contra os participantes dos protestos, o que segundo ela é inaceitável.
Em meados do mês passado, mais de 45 pessoas morreram na capital iemenita em ações de repressão dos protestos.
A alta comissária da ONU pediu às autoridades do Iêmen que parem com o que ele chamou de "assédio, detenções e expulsões de ativistas dos direitos humanos, jornalistas e minorias" no país.
Navi Pillay disse ainda que o governo deve ouvir os clamores por reforma, iniciando um diálogo sério com a oposição para acabar com a violência no Iêmen.