O crescimento do Produto Interno dos Estados Unidos ficou ligeiramente abaixo do esperado no terceiro trimestre, mas ainda assim foi o maior desde o início de 2004, informou o governo nesta quarta-feira. A expansão da economia chegou a uma taxa anual revisada de 4,1% entre julho e setembro. Analistas de mercado projetavam taxa de 4,3%, a mesma da leitura preliminar. Foi a melhor performance desde o primeiro trimestre de 2004, enfatizando a força da economia. Alguns economistas prevêem uma desaceleração temporária da expansão no quarto trimestre.
O gasto do consumidor, responsável por dois terços da atividade do país, expandiu-se a uma taxa anual de 4,1%, abaixo da leitura preliminar de 4,2% feita no mês passado, mas acima do avanço de 3,4% do segundo trimestre. Os lucros corporativos após impostos caíram 4,3% no terceiro trimestre, em parte devido ao pagamento de empresas de seguros após os furacões Katrina e Rita. No segundo trimestre, os lucros haviam aumentado 5,3%.
Segundo o Departamento de Comércio, os furacões reduziram os lucros no terceiro trimestre após impostos e ajustes em US$ 165,3 bilhões, segundo dado anualizado. Além das empresas de seguros, companhias não-seguradas tiveram perdas. O relatório acrescentou que o índice de preços do gasto do consumidor (PCE, na sigla em inglês) subiu a uma taxa anualizada de 3,7% no terceiro trimestre, acima da leitura preliminar de 3,6% e da alta de 3,3% do segundo trimestre.
O núcleo do PCE, uma das medidas de inflação preferidas pelo Federal Reserve (Fed), aumentou 1,4%, ante 1,2% na divulgação anterior e 1,7% no segundo trimestre.