Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

PIB japonês vive pior contração desde 1974 e a crise se aprofunda

Segunda, 16 de Fevereiro de 2009 às 09:15, por: CdB

A economia do Japão encolheu 3,3% no quatro trimestre, a maior contração desde 1974, e mostrou mais uma vez que a segunda maior economia do mundo enfrenta uma severa recessão à medida que a crise econômica global se aprofunda. A contração foi maior do que a queda de 3,1% esperada pelos economistas e marcou o terceiro trimestre consecutivo de retração - a primeira vez que isso acontece no Japão em sete anos.

Em termos anualizados, a contração do PIB japonês foi de 12,7%, superando as estimativas de mercado que apontavam para uma retração de 11,7%, mostraram os dados do governo. O ritmo de contração superou a queda, anualizada, de 3,8% do PIB dos Estados Unidos, que foi a contração mais acentuada em aproximadamente 27 anos. No período de julho a setembro a economia japonesa encolheu 0,6 %.

De porre

Ministro das Finanças do Japão, Shoichi Nakagawa negou nesta segunda-feira que estivesse bêbado durante entrevista coletiva na reunião do G7 neste fim de semana, mas a oposição exigiu que ele seja demitido, aumentando a pressão sobre o já impopular governo do primeiro-ministro Taro Aso antes das eleições deste ano. Ao ser perguntado se pensava em pedir demissão, pouco antes de uma reunião com o premier, o ministro Shoichi Nakagawa, disse aos jornalistas:

– Se me pedirem para renunciar, eu renunciarei.

Aliado próximo de Aso, Nakagawa, de 55 anos, disse que tomou apenas um gole de vinho durante o almoço que aconteceu antes da entrevista coletiva, que se seguiu ao encontro dos ministros de finanças dos sete países mais desenvolvidos (G7), em Roma. Mas ele disse que tomara uma grande quantidade de remédios para gripe, o que pode ter afetado sua performance.

Se Nakagawa for demitido ou forçado a deixar o cargo, isso será um forte baque para o governo de Aso, afirmaram analistas.

Durante a entrevista coletiva, ao lado do presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, a fala de Nakagawa parecia lenta. Em um dado momento, o ministro, de cabeça baixa e olhos fechados, respondeu uma pergunta que havia sido feita para o presidente do banco central japonês e não para ele.

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