Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

PIB cresce 0,2% no primeiro trimestre e confirma freada no crescimento do país

Sexta, 30 de Maio de 2014 às 10:22, por: CdB
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O maior ponto para a queda do PIB foi na produção industrial
Afetada pelo mau desempenho da indústria e dos investimentos, a economia brasileira perdeu fôlego no início deste ano ao crescer 0,2% no primeiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores, quando a expansão foi de 0,4%. Em relação ao primeiro trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou expansão de 1,9%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. A mediana de previsões de analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters apontava para crescimento do PIB de 0,2% entre janeiro e março sobre o quarto trimestre de 2013 e de 2,1% sobre o primeiro trimestre de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre de 2013, os investimentos também tiveram queda de 2,1%. Já o consumo das famílias aumentou pelo 42ª vez consecutiva, ao registrar alta de 2,2%, devido a um crescimento de 4% da massa salarial real. A taxa de investimento em relação ao PIB fechou o primeiro trimestre deste ano em 17,7%, o percentual mais baixo para o período desde 2009. Já a taxa de poupança bruta ficou com o percentual mais baixo da série histórica para primeiros trimestres, iniciada em 2000: 12,7%. De acordo com o IBGE, com a taxa de poupança baixa, o país está recorrendo ao financiamento externo para investimentos. A necessidade de financiamento externo ficou em R$ 66,2 bilhões no primeiro trimestre, ou seja, R$ 10,3 bilhões a mais do que no mesmo período de 2013. A indústria encolheu 0,8% entre janeiro e março, sobre o último trimestre de 2013 --após ter recuado 0,2% no quartro trimestre em relação ao terceiro de 2013. Sobre um ano antes, a atividade industrial cresceu 0,8% entre janeiro e março passados. A desaceleração da atividade econômica no trimestre passado veio em meio à queda generalizada da confiança dos agentes econômicos no ano em que a presidente Dilma Rousseff tenta sua reeleição. A economia do Brasil tem crescido de forma errática desde 2011 apesar das inúmeras medidas de estímulo adotadas pelo governo, cenário que pode durar por muito tempo ainda. Dentro da equipe econômica, ha avaliações de que ele persistirá até o início de 2016. O IBGE revisou ainda os resultados passados, levando em consideração a nova composição da série da produção industrial. Em 2013, o PIB cresceu 2,5%, um pouco melhor do que a expansão de 2,3% informada antes. O resultado do quarto trimestre foi piorado, quando comparado com o período anteriore, para alta de 0,4%, ante expansão de 0,7%. Analistas veem o PIB crescendo 1,63% neste ano, segundo última pesquisa Focus do BC. Já o governo vê em 2,3%, como chegou a afirmar o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Veículos emplacados Outro dado que confirma o declínio na produção industrial brasileira é o licenciamento de veículos novos no Brasil que, neste mês, até agora, recuou 6,7% sobre o mesmo período de abril, com a média de emplacamentos por dia útil caindo 10% sobre um ano antes. As vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos somaram 273,54 mil unidades até o dia 29, pressionadas pelo segmento de veículos leves, em um período em que a indústria seguiu tomando medidas para cortar produção. O volume corresponde a uma média por dia útil de cerca de 13,7 mil unidades ante cerca de 15,2 mil em maio de 2013. Em se mantendo a média de vendas para esta sexta-feira, as vendas de veículos novos devem encerrar o mês em 287,2 mil unidades, queda de 2% sobre abril e de 9% em relação a maio de 2013. O desempenho deve contribuir para reforçar fraqueza do PIB neste primeiro semestre. Ainda segundo os dados preliminares de licenciamentos, as vendas de abril e maio somam 580 mil veículos, queda de quase 11% sobre o mesmo período de 2013. No acumulado do ano até quinta-feira, o setor tem licencimentos de 1,392 milhão de unidades, queda de 6% sobre os cinco primeiros meses do ano passado. A associação que representa as montadoras, Anfavea, manteve no início deste mês expectativa de que as vendas de veículos novos no Brasil em 2014 vão crescer 1,1%, para 3,81 milhões de unidades. Por segmento, as vendas de automóveis e comerciais leves em maio até quinta-feira somaram 259,2 mil unidades, queda de 7% sobre o mesmo período de abril, segundo dados informados pela fonte. Já as vendas de caminhões, represadas no início do ano por atrasos em programas de financiamento do BNDES, subiram 12% na mesma comparação, para 12 mil unidades. Os emplacamentos de ônibus tiveram queda de 2%, a 2,3 mil unidades. A associação que representa concessionários de veículos, Fenabrave, divulga dados oficiais de vendas de veículos, incluindo motos e implementos rodoviários na próxima terça-feira. Já a Anfavea, publicará números de produção e exportações na quinta-feira.
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