O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro somou R$ 542,074 bilhões no terceiro trimestre de 2006, comparado a R$ 497,356 bilhões em igual período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. O PIB da Agropecuária ficou em R$ 34,4 bilhões, o da Indústria, em R$ 200,5 bilhões, e o de Serviços em R$ 275,2 bilhões. Com o resultado, o PIB acumulado no ano totalizou R$ 1,529 trilhão, conforme o IBGE.
A taxa de investimento foi de 20,8% do PIB, contra 20,4% de um ano antes. O resultado é o segundo maior para um terceiro trimestre desde o início da série histórica em 1995, somente atrás do dado do terceiro trimestre de 2004 (20,9%). A taxa de poupança representou 25,2% do PIB no terceiro trimestre e também foi a segunda maior da série, inferior apenas aos 25,4% no terceiro trimestre de 2004.
A capacidade de financiamento da economia nacional ficou em R$ 16,2 bilhões de julho a setembro, um avanço de R$ 2,8 bilhões em relação a um ano antes.
"Tal variação deve-se, sobretudo, à diminuição do envio líquido de juros para o resto do mundo (2,4 bilhões de reais) em razão do aumento das receitas de juros advindas do exterior e da redução das despesas de juros realizadas no período", disse o comunicado do IBGE.
Superávit
O Brasil registrou, em novembro, superávit em conta corrente de US$ 1,520 bilhão, ante resultado positivo de US$ 1,731 bilhão no mesmo período do ano passado, informou o Banco Central nesta terça-feira. Os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 2,668 bilhões no mês passado, frente a US$ 1,172 bilhão de dólares em novembro de 2005. No ano, os investimentos acumulados somam US$ 16,296 bilhões. Em 12 meses até novembro, o superávit em conta corrente corresponde a 1,50% do Produto Interno Bruto (PIB), ante superávit de 1,55% do PIB em 12 meses até outubro.
O BC também anunciou a revisão de algumas das projeções para este ano e para 2007. A estimativa para o superávit em transações correntes em 2006 aumentou de US$ 11,9 bilhões para US$ 13,3 bilhões. Para o próximo ano, a projeção subiu de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões. O saldo comercial do país também foi reavaliado, com o prognóstico para este ano passando de US$ 41 bilhões para US$ 44,5 bilhões. Para 2007, a projeção aumentou de US$ 30 bilhões para US$ 35 bilhões.
A projeção sobre os investimentos estrangeiros diretos subiu US$ 300 milhões este ano, alcançando agora US$ 18,3 bilhões. Para o próximo ano, não houve alteração na perspectiva de US$ 18 bilhões.
Projeção
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou, nesta terça-feira, que a economia brasileira crescerá 3,4% em 2007, acelerando frente à previsão de expansão de 2,7% neste ano.
Para o PIB da indústria, o prognóstico da CNI é de crescimento de 4,2% no ano que vem.
"As tendências para 2007 apontam para um quadro de aceleração moderada no ritmo de crescimento da economia brasileira", apontou a CNI em nota.