Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Phelps e Hackett se enfrentam em Montreal

Sexta, 22 de Julho de 2005 às 07:24, por: CdB

Michael Phelps e Grant Hackett, dois nadadores que chegaram à glória por caminhos diferentes, vão se enfrentar no 11º  Mundial de Natação, que começa no domingo em Montreal. Os atletas já garantiram seus lugares entre os grandes nadadores do mundo, mas sua busca pela imortalidade esportiva os deixa agora frente a frente na disputa mais aguardada deste torneio.

Não satisfeito em conquistar seis ouros nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004, Phelps busca o recorde de oito títulos mundiais em Montreal, dois a mais do que o desempenho de Ian Thorpe no Mundial do Japão, há quatro anos, e um a mais do que a legendária colheita de ouros feita nos Jogos de Munique, em 1972, por Mark Spitz.

Hackett, aclamado como o rei das provas de longa distância, também quer seu lugar na história, tentando se tornar o primeiro nadador a vencer a mesma prova em quatro mundiais.  Ele também quer a inédita vitória em quatro provas de nado livre, dos 200 aos 1.500 metros, e quer superar o recorde de 13 medalhas em mundiais, detido por Thorpe e Jenny Thompson. Atualmente, Hackett tem 12 medalhas nesses campeonatos.

É certeza que Hackett e Phelps vão sair de Montreal carregados de medalhas, mas seus confrontos individuais nos 200 e nos 400 metros nado livre vão determinar quantas delas serão douradas.

Phelps abdicou de vitórias quase certas em duas provas nas quais é especialista para ter a oportunidade de desafiar Hackett nos 400 metros.  O australiano, que perdeu para Thorpe nessa prova nos últimos três mundiais, retribuiu a honraria ao aceitar enfrentar Phelps nos 200 metros, em que o norte-americano é favorito.

- Os 400 metros serão uma prova difícil. Hackett domina muito, é muito forte. É meu trabalho ir além e tentar ser mais rápido que ele. Vou atrás disso para ver o que acontece - disse Phelps.

Os dois nadadores não vão ter de esperar muito para o duelo. A final dos 400 metros, na noite de domingo, é a primeira do campeonato, que tem oito dias e 40 modalidades.

Essa disputa entre os dois reacendeu o interesse por um mundial apagado pela ausência de vários medalhistas olímpicos - como Thorpe, Pieter van den Hoogenband, Inge de Bruijn, Gary Hall, Yana Klochkova e Amanda Beard. Além disso, o duelo esquenta a disputa entre as equipes de Estados Unidos e Austrália.

<b>DUELO NA CALIFÓRNIA </b>
A competição entre as duas superpotências da natação nunca foi tão grande. Quando o Mundial acabar, os dois países vão realizar o seu próprio "duelo na piscina na Califórnia."

Os EUA levam vantagem clara nas provas masculinas, pois têm os recordistas mundiais Aaron Peirsol - 100 e 200 metros costas - Brenan Hanson - 100 e 200 peito- e Ian Crocker - 100 metros borboleta.

Sem a poderosa equipe sul-africana do 4x100 livres, que foi ouro em Atenas, os EUA se tornam favoritos também para as três provas de revezamento masculinas. 

Mas, entre as mulheres, a situação se inverte. A Austrália tem as nadadoras mais velozes do mundo, lideradas pela tricampeã olímpica e recordista mundial Jodie Henry.  Elas também são favoritas em pelo menos dois dos três revezamentos. Leisel Jones, que tem a sina de sofridas derrotas em eventos importantes, é favorita ao ouro no nado de peito.

As esperanças norte-americanas estão depositadas especialmente na versátil Natalie Coughlin e na ascendente Katie Hoff. Da Europa vêm destaques como a polonesa Otylia Jedrzejczak (especialista no nado borboleta) e a francesa Laure Manaudou (nado livre).

Hackett admite que sua equipe não tem esperanças reais de superar os norte-americanos no quadro de medalhas, mas alertou os rivais a não subestimarem os australianos.

- Na realidade, não estamos no nível deles, mas é sempre bom entrar como azarão e ser competitivo diante deles - afirmou Hackett recentemente a jornalistas.

- Essa é uma oportunidade para muita gente que talvez por pou

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