Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

PGR arquivará investigação sobre Palocci

Procurador geral afirma que não tem como concluir que origem do patrimônio do ministro da Casa Civil seja ilegal

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 15:10, por: CdB

Fábio Góis O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou nesta segunda-feira à presidenta Dilma Rousseff um comunicado informando-lhe que arquivará o pedido de abertura de inquérito aberto contra o ministro Antônio Palocci (Casa Civil). O arquivamento é mais um desdobramento da crise iniciada há cerca de 20 dias, depois de reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a multiplicação do patrimônio pessoal de Palocci durante o mandato de deputado federal – 20 vezes em quatro anos (2006-2010). Leia a íntegra do parecer de Roberto Gurgel A representação foi subscrita pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR) e pelos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Itamar Franco (PPS-MG), Demóstenes Torres (DEM-TO), Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Diante dos fatos relatados pelo jornal paulista, os parlamentares resolveram pedir investigação por improbidade administrativa e crime de tráfico de influência. Palocci, que admitiu ter recebido cerca de R$ 20 milhões por trabalhos por ele classificados como de “consultoria”, tem dito que cláusulas de confidencialidade em contratos com empresas o impedem de dar mais detalhes sobre suas atividades – como a lista de clientes e os valores pagos à Projeto, a empresa de consultoria montada pelo ministro. Principal articulador político do Planalto, Palocci diz ainda que toda a sua movimentação financeira com a Projeto está devidamente declarada à Receita Federal, e nega ter feito tráfico de influência. “Em nosso ordenamento jurídico, a existência de patrimônio incompatível com a renda somente adquire relevância penal quando tenha origem ilícita. (...) No presente caso, (...), não é possível concluir pela presença de indício idôneo de que a renda havida pelo representado como parlamentar, ou por intermédio da Projeto, adveio da prática de delitos nem que tenha usado do mandato de Deputado Federal para beneficiar eventuais clientes de sua empresa perante a administração pública”, diz trecho do documento assinado pelo procurador-geral da República. Aguarde mais informações.

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