O líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), confirmou que a pauta de votação da casa poderá ficar obstruída até depois da Semana Santa, caso não haja um acordo em torno das relatorias das medidas provisórias. Aleluia garantiu que o PFL está disposto a colaborar com as votações da casa, mas classificou o governo de arrogante. "Nós viemos para a reunião de líderes, mas nos surpreendemos com a intenção da base aliada de se apropriar de todas as relatorias das medidas provisórias, enquanto o regimento prevê que seja feito um rodízio entre todos os partidos". Durante o governo passado, o acordo feito pelos partidos da base (PMDB, PFL, PSDB e PB, atual PP, e, eventualmente, o PTB) definiu que só essas legendas indicariam relatores para as medidas provisórias. Apesar de ter a quarta maior bancada da casa na época, maior que a do PTB e PPB, o PT jamais relatou uma medida provisória. O líder do PL na Câmara, deputado Bispo Rodrigues (RJ), defendeu, durante a reunião de líderes com o presidente da casa, João Paulo, que só os partidos da base do atual governo pudessem indicar relatores. Caso a situação não seja contornada, fica impossível votar as sete MPs que já estão trancando a pauta, atrasando a votação em segundo turno da emenda constitucional do sistema financeiro e os projetos de segurança.
PFL pode atrasar votação das MP's até depois da Páscoa
Líder do PFL na Câmara, o deputado baiano José Carlos Aleluia afirmou que a pauta de votação da casa poderá ficar obstruída até depois da Semana Santa, caso não haja um acordo em torno das relatorias das medidas provisórias. (Leia Mais)
Terça, 08 de Abril de 2003 às 10:32, por: CdB