Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026

PFL já conta com a renúncia de Roseana como candidata à sucessão presidencial

Em entrevista nesta quinta-feira, o líder do Partido da Frente Liberal (PFL) na Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira, afirmou que existe uma insatisfação em relação à candidatura de Roseana Sarney à presidência da República. O deputado usou a palavra "angustiados" para se referir à posição de alguns pefelistas sobre a pré-candidata e para expressar o sentimento que toma conta da bancada do partido no Congresso.

Quinta, 11 de Abril de 2002 às 11:19, por: CdB

Em entrevista nesta quinta-feira, o líder do Partido da Frente Liberal (PFL) na Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira, afirmou que existe uma insatisfação em relação à candidatura de Roseana Sarney à presidência da República. O deputado usou a palavra "angustiados" para se referir à posição de alguns pefelistas sobre a pré-candidata e para expressar o sentimento que toma conta da bancada do partido no Congresso. A situação é tão delicada que, segundo Inocêncio, a bancada no Congresso aguarda a renúncia de Roseana à candidatura para as próximas horas. E já vê com bons olhos uma aliança com o PPS (Partido Popular Socialista), do presidenciável Ciro Gomes. Entretanto, para Inocêncio, o PFL não deve conversar com outros possíveis candidatos antes de dar uma chance a Roseana de se recuperar junto ao eleitorado. A pré-candidata vem caindo vertiginosamente nas últimas pesquisas eleitorais. O problema é que as denúncias envolvendo Roseana e seu marido, Jorge Murad, sobre a operação da Polícia Federal na empresa Lunus, de propriedade do casal, não param de crescer. A mais recente foi feita pelo empresário João Claudino Fernandes, presidente do Grupo Claudino, que teria sido o maior entre os doadores do montante de R$ 1,34 milhão encontrado no escritório da Lunus, supostamente doado por amigos para campanha de Roseana. Fernandes desmentiu na quarta-feira, em entrevista ao jornal Meio Norte, de Teresina, capital do estado do Piauí, que tenha feito doações para a campanha da ex-governadora do Maranhão. A declaração do empresário jogou por terra a lista de nove supostos doadores encaminhada à Justiça por Murad, na qual Claudino aparece como doador de R$ 300 mil. "Não fiz doação de campanha. Compramos três chalés nos Lençóis Maranhenses por R$ 150 mil. O pagamento foi feito em dinheiro", afirmou Fernandes. O empresário disse ainda que sabia que a ex-governadora estava em campanha, mas que não lhe foi pedida nenhuma doação.

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