Presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen e o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disseram nesta quarta-feira que a melhor opção para a disputa do cargo de presidente da República seria ter o PMDB como aliado. Os dois partidos querem que os peemedebistas desistam da candidatura própria e formem uma espécie de "tríplice aliança", três contra Lula e Lula contra os três.
- O ideal para o PMDB é participar de uma tríplice aliança, mas a vida é deles e quem decide sobre candidatura é o próprio PMDB. Temos incentivado a maioria de alianças possíveis, inclusive com o PPS, PDT e PV - disse Bornhausen.
Alckmin, conformado, porém, aceita o fato de que, "infelizmente, adversário a gente não escolhe".
Tanto Alckmin quanto e Bornhausen, em jantar na casa do senador Heráclito Fortes (PFL-PI), em Brasília, concordam que vai ser difícil derrotar o petista. A reunião com a presença dos possíveis candidatos a ocupar o lugar de vice na chapa de Alckmin senadores José Jorge (PE) e José Agripino (RN), além da senadora Roseana Sarney (MA). Tanto os tucanos quanto o PFL mostraram-se mais animados com a coligação, apesar das farpas disparadas no Rio de Janeiro pelo prefeito Cesar Maia, que praticamente rifou a aliança entre tucanos e pefelista, em defesa do candidato ao governo do Estado, deputado Eduardo Paes.
João Alves, governador de Sergipe (PFL), um dos Estados onde havia conflitos entre PSDB e PFL, chegou a afirmar, durante o jantar, que Alckmin é um nome exemplar para concorrer à vaga de presidente da República, embora ele não tenha conseguido, até agora, subir na preferência dos eleitores.
- Recebo sim ele no meu palanque. Ele fez um trabalho excelente em São Paulo entendo que ele tenha todas as condições que são necessárias neste momento - disse.