O PFL definiu que vai defender a fixação do salário-mínimo em R$ 320. O partido chegou a esse valor por meio de um estudo realizado por sua assessoria técnica. A conclusão foi de que o governo tem como pagar mais do que a reposição da inflação aos trabalhadores.
De acordo com a 'Agência Câmara', um dos vice-líderes do partido, deputado José Roberto Arruda (DF) explicou que o reajuste não compromete o equilíbrio fiscal, como teme o Governo.
- Apesar da sobrecarga nas contas da Previdência e nos caixas das prefeituras, com a Reforma Tributária houve um aumento da arrecadação, dando margem para pagar um salário maior - argumenta.
Arruda explica que o excedente de arrecadação é de R$ 5 bilhões em 2004. Somados aos R$ 6 bilhões já previstos no Orçamento para o reajuste do mínimo, haveria R$ 11 bilhões. De acordo com o parlamentar, o impacto do aumento no Orçamento seria de R$ 11,7 bilhões.
- Temos também reservas de contingência, dinheiro de publicidade que não precisa ser feita, as próprias emendas de parlamentares, é só escolher - analisa.
Arruda explica que, para chegar aos R$ 320, o estudo feito pelo partido baseou-se no acumulado da taxa Selic de 2000 até 2004.
- Segundo o Dieese, o salário mínimo teria que ser R$ 1.440, o que é evidente que a economia brasileira não pode pagar. Mas R$ 320 é um valor que dá para corrigir - concluiu.
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026
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