Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

PFL ameaça expulsar dois "radicais"

A Executiva Nacional do PFL ameaça expulsar dois deputados que votaram contra o pedido de reajuste do salário mínimo para R$ 275, apresentado pelo partido na Câmara. O destino dos parlamentares Cleuber Carneiro (PFL-MG) e Lael Varella (PFL-MG) está nas mãos da Executiva do partido, que se reuniu nesta quinta-feira pela manhã. O episódio lembra os casos de Heloísa Helena e Babá, no PT.(Leia Mais)

Quinta, 03 de Junho de 2004 às 08:39, por: CdB

A Executiva Nacional do PFL ameaça expulsar dois deputados que votaram contra o pedido de reajuste do salário mínimo para R$ 275, apresentado pelo partido na Câmara. O destino dos parlamentares Cleuber Carneiro (PFL-MG) e Lael Varella (PFL-MG) está nas mãos da Executiva do partido, que se reuniu nesta quinta-feira pela manhã.

Segundo a assessoria do partido, ambos devem ser expulsos. O governo aprovou , em votação simbólica na Câmara, a medida provisória que reajustou o salário mínimo para R$ 260. Antes da votação da MP, os deputados governistas já haviam derrubado por 266 votos contra 167, e seis abstenções, o substitutivo apresentado pelo PFL.

De toda a bancada do PFL na Câmara, apenas os dois deputados mineiros desobedeceram à orientação do partido. Uma representação apresentada nesta quinta pelo deputado Onyx Lorenzoni (RS) pediu uma punição exemplar.

- Será nomeado um relator que analisará o caso e decidirá qual a punição adequada, que pode ser até a expulsão. Como é um caso inédito, o relatório estabelecerá um precedente que orientará as sanções aplicáveis a casos como este - afirmou o presidente em exercício do Partido, senador José Jorge (PE).

De acordo com o estatuto do PFL, as punições para casos como este vão da advertência formal à expulsão do Partido. O caso deverá ser decidido na próxima semana.

- Muitos foram os deputados que tiveram dificuldades para seguir a orientação do Partido, mas que optaram pela fidelidade partidária em detrimento de seus compromissos pessoais. É em respeito a estes deputados que defendo uma punição exemplar - afirmou a deputada Kátia Abreu (TO).

- Entendo que fechar questão e não aplicar sanção para quem não cumpriu a orientação é um comportamento que não faz nenhum sentido, e que desmoraliza a instituição do fechamento de questão - opinou o líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA). - Não tenho absolutamente nada contra os deputados que votaram contra, mas tenho tudo a favor da imagem do Partido", afirmou o líder do Partido no Senado, senador José Agripino Maia (RN).



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