A Polícia Federal desencadeou na manhã desta quinta-feira quatro operações em todo o Brasil. No Pará está sendo realizada a Operação Control+Alt+Del, que busca envolvidos em roubo de senhas bancárias pela internet. Em Goiás, a Operação Cristal Negro visa estancar a produção e venda de carvão em vários lotes de um assentamento do Incra em Cristalina.
Em Rondônia acontece a Operação Passagem, com 160 policiais na fronteira com a Bolívia para prender uma quadrilha que comete crimes contra o meio ambiente. A outra operação, que ocorre no Maranhão, foi batizada de Sentença, que tem como meta reprimir o crime previdenciário na capital maranhense.
De acordo com a Polícia Federal, na Operação Contol+Alt+Del estão envolvidos 215 policiais federais. No alvo, integrantes de quadrilhas que mandam e-mails que simulam imagens de órgãos federais e de bancos para roubar senhas e fazer transferências de valores.
As carvoarias que estão sendo fiscalizadas em Goiás usam madeira de área de preservação ambiental e operam sem fiscalização. Fiscais do Ibama ajudam nas blitze. Já em Rondônia, 62 fiscais do Ibama e empresários madeireiros podem ser presos pelos policiais, que passarão por 32 empresas de extração de madeira.
Policiais federais que participaram da Operação Control+Alt+Del, que visava prender quadrilha que roubava dinheiro pela internet, prenderam 39 pessoas na manhã desta quinta-feira em Belém e mais quatro municípios do Pará. Entre os presos estavam dois policiais civis, acusados de extorquir dinheiro de hackers para não denunciá-los.
A operação foi realizada durante toda a manhã nos estados de Piauí, São Paulo, Pará, Goiás e Maranhão. Dos 42 mandados, 39 foram cumpridos.
- Os outros acusados não foram localizados -, informou o porta-voz da Polícia Federal,
Fernando Sérgio Castro.
A Polícia Federal chegou à quadrilha após uma investigação de seis meses.
- Mas alguns dos acusados agiam há três anos -, explicou o delegado Ualame Machado, da Polícia Federal.
De acordo com a polícia, os hackers invadiam o computador de sua vítimas implantando programas para roubar senhas bancárias e fazer transferências. O prejuízo e o número de vítimas ainda não foi levantado. Durante as prisões, a polícia também apreendeu programas e computadores.
Entre os presos estavam dois policias civis acusados de estorquir dinheiro dos hackers para deixá-los agir livremente. A Polícia Civil informou que a Corregedoria acompanhou a operação desde o começo e vai aguardar a conclusão do inquérito para instaurar procedimento administrativo com relação a eles.
Os presos no Pará presos foram levados para a sede da Polícia Federal de Belém, onde foram autuados por furto, roubo, formação de quadrilha e quebra de sigilo bancário.
A missão da Operação Sentença é cumprir 25 mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara Federal de São Luis, sendo 12 de prisão e 13 de busca e apreensão. Entre as pessoas com prisão decretada há uma servidora do INSS e um empresário de São Luís.
PF realiza quatro operações pelo Brasil nesta quinta-feira
Quinta, 07 de Dezembro de 2006 às 16:08, por: CdB