A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira sete pessoas acusadas de fazerem parte de uma quadrilha que aliciava e traficava mulheres para prostituição. As investigações da chamada Operação Afrodite foram indiciadas há seis meses e envolveram, somente nesta quinta-feira, cerca de 100 policiais. O esquema era liderado por Jiselda Aparecida de Oliveira, conhecida como Jiji, que se intitula como a maior cafetina do Brasil, devido à sua atuação nesse tipo de esquema há pelo menos 30 anos, segundo informou à Polícia Federal.
De acordo com o delegado responsável pela operação, Flávio Luiz Trivela, os detidos aliciavam mulheres e modelos para a prostituição tanto no Brasil quanto no exterior. Os criminosos eram procurados por clientes que forneciam o perfil desejado e recebiam dos agenciadores por correio eletrônico um catálogo de fotos das pessoas selecionadas.
Trivela também informou que o valor cobrado pela quadrilha dependia do perfil da garota escolhida e do poder aquisitivo do cliente.
- Os valores variam de R$ 500 a R$ 20 mil reais. Algumas garotas eram levadas para o exterior por meio de pacotes -, disse.
Conforme o delegado, a Polícia Federal apreendeu com Jiji um vasto cadastro de clientes, além de um álbum com fotos de desconhecidas, modelos e mulheres em exposição na mídia, além de e-mails com informações sobre o negócio. A Polícia Federal também gravou conversas telefônicas que comprovaram a atividade de Jiji.
Trivela afirmou que as investigações continuarão e que os criminosos responderão pelo crime de formação de quadrilha, tráfico de mulheres, rufianismo e por promover e intermediar transporte de pessoa para prostituição. As penas variam de um a oito anos de reclusão.
PF prende mulher que se diz a maior cafetinha do Brasil
Quinta, 14 de Dezembro de 2006 às 17:45, por: CdB