Rio de Janeiro, 16 de Janeiro de 2026

PF prende 25 pessoas entre elas o ex-vice-presidente do TRF-RJ

Objetivo é desarticular organização criminosa que atuava na exploração do jogo ilegal e cometia crimes contra a administração pública. Presidente de honra Escola de Samba Beija-Flor, o contraventor Anísio Abraão David, e diretor da Polícia Federal de Niterói, delegado Carlos Pereira, também foram detidos. Operação Hurricane (Furacão) acontece nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, e Distrito Federal (Leia Mais).

Sexta, 13 de Abril de 2007 às 07:14, por: CdB

A Polícia Federal, com um contingente de 300 homens, realiza nesta manhã, a Operação Hurricane (Furacão), que acontece nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, e no Distrito Federal, para deter envolvidos na lavagem de dinheiro por meio de controladores de jogos como bingos e caça-níqueis. Entre os presos, o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal, desembargador José Eduardo Carreira Alvim, o delegado da PF de Niterói, Carlos Pereira, e outros integrantes do Poder Judiciário, acusados de envolvimento e conexões com o esquema. Além deste magistrado, estão sendo buscados para detenção, neste momento, outros juízes do mesmo tribunal.

Também foram detidos os conhecidos contraventores Anísio Abraão David, presidente de honra Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, e Antônio Petrus Kalil, o Turcão, apontado pela polícia como um dos mais influentes bicheiros do Rio. Há mais contraventores envolvidos. Abraão David e Capitão Guimatães são formalmente chamados de 'ex-contraventores'. Há mais operadores desta mesma modalidade de crime envolvidos.

Os detidos até o momento são cerca de 25. Na base aérea, um avião da Polícia Federal aguarda. Depois de levados para a PF, os presos deverão ser encaminhados para Brasília. Policiais federais também estão entre os aprisionados. Dos 300 policiais que participam da Operação Furacão, boa parte deles foi trazida do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O trabalho policial que resultou na Operação Hurricane (Furacão) teve início com a identificação de uma organização criminosa especializada e estruturada para a prática de múltiplos crimes, incluindo exploração de jogos ilegais, corrupção de agentes públicos, tráfico de influências e receptação.

Foi apurado durante a investigação o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro, o que implicou no encaminhamento de Relatório de Inteligência Policial ao Supremo Tribunal Federal, que resultou no Inquérito nº 2424/2006 - STF, presidido pelo Ministro Relator Cézar Peluso.

O inquérito embasou a manifestação do Procurador-Geral da República Antônio Fernando de Souza, que culminou na expedição das buscas e prisões cumpridas nesta sexta-feira.

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