Estão detidas desde quarta-feira, na Polícia Federal (PF) de Curitiba, 23 pessoas acusadas de extração ilegal de madeira no assentamento Contestado na Lapa, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
No local, que fica na região metropolitana da capital paranaense, vivem 105 famílias. Segundo o Incra, uma rivalidade dentro do assentamento fez com que algumas famílias denunciassem, no final de julho, o corte ilegal de pinus e eucalipto, as espécies mais exploradas na região.
Entre os detidos, estão os proprietários da madeireira Camargo & Cordeira, assentados, operadores das máquinas e motoristas de caminhão. Eles prestaram depoimentos na PF na noite de quarta-feira e agora ficam à disposição da Justiça.
Segundo o chefe da comunicação social da PF, Altair Menosso, eles foram presos em flagrante e devem ser indiciados por furto qualificado, formação de quadrilha e apropriação indébita.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, nesta quinta-feira, uma nota afirmando que os assentados envolvidos na retirada da madeira fazem parte de um grupo minoritário, que agia à revelia do movimento.
O documento diz que os responsáveis pela Camargo & Cordeiro fizeram alguns assentados a assinar um "termo de aceite para a venda da floresta de eucalipto do assentamento Contestado", prometendo pagar até R$ 50 mil a cada família pelo corte. De acordo com a nota, a empresa garantiu que a retirada da madeira era legal e permitida pelo Incra.
Segundo o superintendente regional do órgão no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, são freqüentes as denúncias sobre atitudes semelhantes em assentamentos do estado.
PF prende 23 por extração ilegal de madeira no Paraná
Quinta, 09 de Agosto de 2007 às 13:58, por: CdB