O superintendente regional da Polícia Federal em Mato Grosso, Daniel Lorenz, que investiga o caso do dossiê contra tucanos, disse, nesta sexta-feira, que a PF estuda pedir à Justiça a prisão preventiva de Agnaldo Henrique de Lima, que declarou ter entregue R$ 250 mil a Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador do PT Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo. A história, segundo a PF, é falsa. Lima desapareceu de Varginha, em Minas Gerais, onde mora.
Agnaldo Lima, que se apresenta como funcionário de uma empresa de eventos no sul de Minas, disse, nesta quinta-feira, que seu patrão, Luís Armando Ramos, havia pedido a ele que emprestasse sua conta bancária para receber um depósito. Dias depois, segundo Lima, ambos foram à agência do Bradesco em Pouso Alegre e sacaram os R$ 250 mil.
Em seguida, viajaram para São Paulo e entregaram o dinheiro a um homem, que seria Hamilton Lacerda.
- É tudo furado -, disse o delegado Lorenz. A PF abriu inquérito por falso testemunho contra Lima, que pode pegar pena de 1 ano a 3 de reclusão se condenado.
Antes de depor à Polícia Federal, Lima gravou um vídeo me que conta a história fantasiosa. A PF suspeita que a produção foi feita por Roseli Pantaleão, que seria ligada à executiva do PSDB em Pouso Alegre. A descoberta da farsa provocou irritação na PF, que há três dias estava mobilizada na apuração.
PF pedirá prisão de testemunha que deu depoimento falso
Sexta, 27 de Outubro de 2006 às 13:39, por: CdB