Os 40 presos na Operação Persona foram ouvidos pela Polícia Federal e indiciados nesta quarta-feira. Segundo a PF, entre os crimes praticados estão: uso de documentos falsos, falsidade ideológica, descaminho, sonegação de impostos, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, evasão de divisas, ocultação de patrimônio e interposição fraudulenta em importações.
A PF, que investiga o suposto esquema de sonegação de impostos que teria como beneficiária final a multinacional norte-americana Cisco Systems do Brasil, cumpriu 93 mandados de busca e apreensão durante a operação. O material apreendido, entre documentos e mercadorias, preencheu uma sala de 60 m² na Superintendência da PF em São Paulo. Os investigadores se concentram agora na sua análise e a partir daí, irão decidir se pedem a prisão preventiva dos envolvidos. A prisão temporária dos presos termina à meia-noite de sábado.
Também foram recolhidos na operação, deflagrada na terça-feira, US$ 290 mil e R$ 240 mil em dinheiro, cerca de US$ 10 milhões em mercadorias, um avião e 18 veículos. Entre as mercadorias apreendidas, estão softwares.
Segundo os investigadores, os quatro diretores da empresa Cisco Systems presos na operação ficaram calados e alegaram que só irão depor em juízo.
A Polícia Federal também informou que o diretor-presidente da Cisco Systems da América Latina, Carlos Roberto Carnevali, que chegou a ser levado para um hospital de São Paulo ao ser detido, passa bem.
Ao todo, foram presas 40 pessoas – 28 delas em São Paulo, onde estão detidos executivos da multinacional. Entre os presos, estão Carnevali e o atual presidente da empresa no país, Pedro Ripper.
Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026
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