Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2026

PF ouve presidente da GTech com apoio de assessores de CPI

A Polícia Federal ouviu o atual presidente da Gtech do Brasil, Fernando Antônio da Castro Cardoso, nesta terça-feira. Ele teria dito que o advogado Rogério Buratti foi o "grande intermediador" junto ao governo. (Leia Mais)

Terça, 27 de Dezembro de 2005 às 12:42, por: CdB

A Polícia Federal ouviu o atual presidente da Gtech do Brasil, Fernando Antônio da Castro Cardoso, nesta terça-feira. O depoimento foi pedido pela CPI dos Bingos e foi tomado pelo delegado José Rodrigues. Em entrevista, Cardoso teria dito que o advogado Rogério Buratti, ex-assessor do ministro Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, foi o 'grande intermediador' da renovação do contrato entre a multinacional e a Caixa Econômica Federal, assinado em abril de 2003.

Rogério Buratti também foi acusado pelo ex-diretor de marketing da Gtech Marcelo Rovai de ter cobrado propina no valor de R$ 6 milhões, como garantia para que o contato fosse renovado. Em depoimento à CPI dos Bingos, Rovai garantiu que Buratti tentou extorquir a empresa a mando de Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República. Buratti negou as acusações.

Nesta quarta-feira, A Polícia Federal vai ouvir o depoimento de José Lindoso Albuquerque Filho, ex-diretor comercial da Caixa, que também será acompanhado pelos técnicos da CPI. A Gtech presta serviços à Caixa no setor de loterias, incluindo processamento da apuração dos ganhadores, rateio e repasse de prêmios, há oito anos. O contrato que Buratti teria intermediado, iniciado em 1997, foi renovado para o período de 25 meses, com o valor de R$ 650 milhões.

A equipe de assessores é composta por dez consultores e analistas do Senado nas áreas de Orçamento, Economia e Direito, dois auditores do Tribunal de Contas da União, um auditor do Banco Central, dois delegados e um agente da PF.

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