Rio de Janeiro, 01 de Fevereiro de 2026

PF não tem autonomia para investigar Renan, diz Tuma

Quinta, 21 de Junho de 2007 às 15:06, por: CdB

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou nesta quinta-feira que a Polícia Federal não tem autonomia para investigar o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo ele, as investigações só poderão ser aprofundadas por   determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

- A Polícia Federal só pode investigar se for aberto inquérito -, afirmou o senador.
Tuma disse que, no momento, os trabalhos no colegiado estão confusos, e defendeu direcionamento para indicar o caminho.
 
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), integrante do Conselho de Ética, apoiou decisão de não votar na quarta-feira o relatório que pedia o arquivamento do processo e para que fosse possível aprofundar as investigações.

- Agora, temos condição de fazer uma investigação sem atropelo -, afirmou. 

Para ele, a forma de Renan sair fortalecido do processo é prestando informações.

- O tempo não é aliado do cidadão Renan. O aliado é a informação -, disse o parlamentar.

Segundo ele, o princípio da investigação é a origem do dinheiro do presidente do Senado que foi utilizado para pagar pensão alimentícia da filha que tem com a jornalista Mônica Veloso.

- A pergunta era se ele tinha condições e passou a ser outra: se a fonte é lícita -, disse.

A representação do P-SOL no Conselho de Ética contra Renan Calheiros depois que a revista Veja publicou reportagem  afirmando que um funcionário da construtora Mendes Júnior pagaria contas pessoais do senador. Após apresentação de documentos de defesa por Renan, o Jornal Nacional, da TV Globo, fez uma reportagem que apontava contradições nas notas fiscais apresentadas. A partir daí, a Polícia Federal periciou o material para checar sua autenticidade.

Entre os papéis, estavam declarações de Imposto de Renda e extratos bancários, que comprovariam a origem de recursos para pagamento de pensão alimentícia para a filha do senador com a jornalista Mônica Veloso.

Na quarta-feira, o Conselho de Ética se reuniu para votar relatório que pede o arquivamento do processo. No entanto, diversos senadores protestaram e pediram mais tempo para avaliar os documentos enviados pela Polícia Federal. O senador José Agripino (PFL-RN) disse que as respostas da PF ainda não são convincentes.
 

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