A Polícia Federal não conseguiu até hoje, dois meses e meio depois de apreender cinco discos rígidos no apartamento do banqueiro Daniel Dantas, durante a Operação Satiagraha, decifrar a criptografia que protege os dados. Peritos da Polícia Federal precisariam de um ano para quebrar os códigos, segundo reportagem dos jornalistas Rubens Valente e Mario Cesar Carvalho, publicada na edição desta segunda-feira do diário paulistano Folha de S. Paulo. Um dos peritos disse aos repórteres que "nunca havia visto um sistema de proteção tão sofisticado no Brasil". O delegado Protógenes Queiroz, que coordenou a operação, diz na matéria que os HDs "guardam segredos da República".
Os cinco discos rígidos são unidades externas de memória, e estavam guardados dentro de um armário no apartamento do banqueiro em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O impasse levou os investigadores da PF a estudar uma alternativa jurídica para o rompimento do sigilo. Ainda de acordo com a matéria publicada, em conjunto com o juiz federal Fausto De Sanctis, informado há mais de um mês sobre os problemas nos HDs, os policiais discutem a possibilidade de obrigar, "por ordem judicial, a empresa norte-americana que criou o software a fornecer as chaves eletrônicas que abrem os arquivos. É também aguardada a chegada de um grupo de peritos da PF de Brasília".