Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

PF não cederá a pressões políticas, garante novo diretor

Segunda, 03 de Setembro de 2007 às 18:44, por: CdB

Ao tomar posse nesta segunda-feira como novo diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa negou que sua indicação tenha sido política e disse que sua gestão representará uma “continuidade administrativa” da de seu antecessor, Paulo Lacerda, que vai assumir a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Corrêa disse que a PF, sob seu comando, continuará a agir sem ceder a pressões políticas.

 — Pressão se neutraliza com prova. Se eu tiver uma prova robusta, não tem pressão política que consiga debilitá-la —, disse. 

Antes dele, em discurso durante a cerimônia de posse, o ministro da Justiça, Tarso Genro, já havia destacado que a PF “vai continuar sendo uma polícia de Estado, agindo de forma isenta, fora de qualquer jogo político”. Na avaliação do ministro, Corrêa tem a “mesma tradição” de Lacerda.

O novo diretor negou a existência de divisões internas na PF e informou que a indicação da nova diretoria “passa ao largo de disputas de grupo”. Indagado pelos jornalistas sobre a existência de uma “banda podre” na PF, Corrêa foi categórico.

— Eu não admito a existência de banda podre. O que pode haver, eventualmente, é desvio de conduta, e esses serão combatidos —, afirmou.

Durante a posse, Corrêa anunciou os novos diretores da PF, que, segundo ele, começarão a trabalhar nesta terça-feira: Romero Menezes, na diretoria-executiva; Roberto Siciliati, na diretoria de Combate ao Crime Organizado; Daniel Azevedo, na diretoria de Inteligência Policial; Joaquim Mesquita, na diretoria de Logística Policial; Luiz Pontel Souza, na diretoria de Gestão de Pessoal; Paulo Roberto Fagundes, na diretoria Técnica-Científica; e Rômulo Menezes, na chefia de gabinete.

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