A Polícia Federal vai investigar a relação de políticos com empresas e organizações não governamentais (ONGs) no suposto desvio de recursos da Petrobras, investigado pela operação Águas Profundas.
Segundo a PF, a quadrilha fraudava a estatal mediante contratos irregulares, superfaturamento de preços e recebimento por serviços não realizados.
O delegado Cláudio Nogueira, encarregado do inquérito, informou que novos elementos confirmam que há conexão entre os dois esquemas. — O modus operandi é o mesmo e até alguns personagens se repetem — disse.
A ponte entre os dois esquemas, segundo Nogueira, era feita pelo empresário Ruy Castanheira, preso na operação. Ele comandaria o grupo de ONGs que recebia repasses da estatal por serviços fictícios. O empresário, ainda conforme o delegado, teria montado um "laranjal" de empresas fantasmas para emissão de notas fiscais frias.
Castanheira, conforme o inquérito da PF, teria sido o principal idealizador do esquema de movimentação do dinheiro desviado da Petrobras. Para isso, ele se valia de laranjas e empresas fantasmas. Parte do dinheiro desviado irrigava campanhas políticas.
Entre os que se beneficiaram desse esquema estariam integrantes do PT e políticos de vários partidos.
A informação do delegado contraria declaração dada ontem pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, segundo a qual a investigação da PF não tem relação com doações eleitorais dos envolvidos no esquema de corrupção descoberto na Petrobras.
PF investiga políticos em fraude na Petrobras
Sexta, 13 de Julho de 2007 às 07:54, por: CdB