Os suspeitos podem ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção e estelionato contra União
Por Redação, com ABr - Brasília/São Paulo:
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Dopamina para investigar desvio de recursos públicos na compra de equipamentos médicos para pacientes que sofrem de doença de Parkinson. Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Agente da PF faz buscas durante Operação Dopamina
No esquema, pacientes atendidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP eram induzidos a fazer cirurgias de implantes de equipamentos para estímulos do cérebro, mesmo sem necessidade.
Esses pacientes eram levados a entrar com ações judiciais para a compra desses equipamentos, com pedido de urgência. Assim, uma única empresa fornecedora lucrava com valores superfaturados. Os equipamentos avaliados em R$ 24 mil chegavam a ser vendidos por R$ 115 mil.
Segundo a investigação, as fraudes ocorreram em 200 cirurgias no período de 2009 a 2014, gerando prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 18 milhões.
O nome da operação refere-se ao neurotransmissor dopamina, cuja deficiência está relacionada à doença de Parkinson.
Os suspeitos podem ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção e estelionato contra União, cujas penas podem chegar a até 12 anos de prisão.
Ônibus é incendiado
Um ônibus foi incendiado ao final de um protesto no Jardim Peri, na Zona Norte da capital paulista, segundo informações da Polícia Militar (PM). O Corpo de Bombeiros foi acionado e combateu o incêndio do veículo. O protesto, que começou por voltas das 16h, terminou em confusão entre manifestantes e policias militares.
Um grupo, pedindo segurança no trânsito local e a instalação de uma lombada, interditou a estrada Santa Inês e começou a queimar objetos em protesto pela morte de um adolescente na última quarta-feira, vítima de um atropelamento no bairro.
Segundo a corporação, a Polícia Militar (PM) entrou na comunidade “para restabelecer a ordem pública”.
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